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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ômega 3 pode proteger contra a esquizofrenia

Entretanto, amostra limitada indica que novos testes são necessários

A-
Fontes. Além dos peixes de água salgada e na versão óleo, o ômega 3 está em nozes e nas linhaças dourada e marrom

NOVA YORK, EUA. Uma suplementação em ômega 3 pode reduzir significativamente o risco de desenvolver esquizofrenia em pessoas jovens e que correm esse risco, segundo um estudo publicado na revista “Nature Communications”.

Para chegar a esse resultado, uma equipe de pesquisadores australianos e austríacos deu suplementos alimentares à base de ômega 3 por 12 semanas a um grupo de 41 pessoas com idade entre 13 e 25 anos, consideradas com alto risco de desenvolver psicoses.
Comparando-as com um grupo de 40 jovens da mesma idade e com risco semelhante, mas que receberam placebo, os pesquisadores descobriram que apenas 10% dos jovens do primeiro grupo haviam desenvolvido esquizofrenia nos sete anos seguintes, contra 40% no segundo grupo.
A doença também apareceu mais cedo no grupo do placebo, que também apesentou um número maior de outras doenças mentais durante o período do estudo.
EntendaA esquizofrenia é um transtorno mental grave que se manifesta por uma perda de contato com a realidade e que geralmente aparece na adolescência ou início da idade adulta.
O ômega 3 é um ácido graxo essencial, indispensável para o bom funcionamento do cérebro, sistema nervoso e retina, mas também acredita-se que tenha um efeito benéfico sobre o coração e a saúde mental.
É encontrado em grandes quantidades em peixes gordurosos (sardinha, cavala, arenque, salmão) ou em nozes, canola e soja, mas a sua ingestão continua a ser insuficiente em países desenvolvidos.
Dados seus supostos benefícios, o ômega 3 também invadiu os supermercados sob a forma de suplementos alimentares, o que levou as autoridades de saúde em diversos países a emitir recomendações para o consumo máximo desejável (2 g a 3 g por dia).
Em seu estudo, os pesquisadores acreditam que esses primeiros resultados “oferecem esperanças alternativas aos tratamentos de pessoas jovens com risco de desenvolver psicoses”.
Mas eles também reconhecem que a sua amostra é limitada e que novos estudos são necessários para confirmar as suas observações ou para descobrir o mecanismo de ação pelo qual o ômega 3 pode prevenir tais psicoses.
Flash
Esquizofrenia. Esse transtorno mental se manifesta por meio de uma perda de contacto com a realidade. Surge geralmente na adolescência.

Especialista fala sobre a relação da depressão com a obesidade

Estudo publicado na revista Archives of General Psychiatry mostra que pessoas obesas têm um risco 55% maior de desenvolver depressão


Sintomas surgem com depressão
Depressão e obesidade podem estar inteligadas


Será que as pessoas ganham peso porque estão deprimidas, ou ficam deprimidas porque estão acima do peso? Uma revisão de 15 estudos encontrou evidências de que ambos os cenários são verdadeiros.
O estudo, publicado em 2010 na revista Archives of General Psychiatry, descobriu que as pessoas obesas têm um risco 55% maior de desenvolver depressão ao longo do tempo em comparação com pessoas de peso normal.
Viviane Christina de Oliveira, Endocrinologista e Metabologista da Endoquali, explica as razões pelas quais a obesidade pode aumentar o risco de depressão.

• Ambas as condições parecerem decorrer (pelo menos em parte) a partir de alterações na química e função do cérebro em resposta ao estresse.
• Fatores psicológicos também são plausíveis. Em nossa cultura, magro é igual a belo, e estar acima do peso pode diminuir a autoestima, um gatilho conhecido para a depressão.
• Padrões alimentares alterados, bem como o desconforto físico de ser obeso, são conhecidos por promover a depressão. O estudo também descobriu que as pessoas deprimidas têm um risco 58% maior de se tornarem obesos.
Aqui estão algumas razões em que a depressão pode levar à obesidade:
• Níveis elevados de hormônio do estresse cortisol (comum em pessoas com depressão) podem alterar as células de gordura com maior acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.
• Pessoas que se sentem deprimidas muitas vezes não tem o estímulo para comer corretamente e fazer exercícios físicos regularmente, tornando-as mais propensas a ganhar peso.
• Alguns medicamentos utilizados para tratar a depressão causam ganho de peso.